Hoje completamos mais um aniversário de casamento (nosso sétimo, já)!
Olhando para trás, parece q passou rápido, mas também parece que sempre foi assim! Que sempre fomos casados, que sempre estivémos juntos! Se você parar para pensar, sete anos nem é muito tempo! Parece que antes de eu virar adulta (será que já sou?), sete anos se tratava de uma eternidade. Depois que me formei na faculdade (e casei, e tive filhos...) os anos tem percepção muito relativa para mim!
Mas sete anos também não é pouco, claro! Nesse aniversário as coisas andam bem calmas, tranquilas! Uma época de nossas vidas em que estamos muito bem (apesar que TPM tá aí todo mês). Graças a Deus. A Deus mesmo, porque se fosse depender dos nossos gênios não sei se ainda estaríamos juntos comemorando essa data! Nós deixamos Deus abençoar nossa união no dia de nosso casamento religioso, e nos comprometemos em Seu nome, a não nos separarmos até a morte! O que na prática significa trabalhar em nosso casamento, em nos empenhar em melhorar a nós mesmos, em pedir desculpas e desculpar sempre, e logo! Siginifca rezarmos a Deus todo dia pedindo por nossa familia, Significa colocar os meios concretos para sermos fiéis um ao outro sempre, em sermos prudentes nas nossas escolhas diáras, etc! Logo, por sua vez, não siginifica deixar rolar o que rolar, até o casamento ficar horrível, mas não poder se separar até que um dos dois batam as botas! Só dois tolos optariam pela segunda opção.
Mas enfim, na minha listinha de orações peço sempre (nominalmente) a todos os nossos casais de amigos mais próximos e aqueles que ocasionalmente percebo que precisam de uma forcinha, para serem felizes! Não é algo com a qual me contenta se apenas eu e minha família formos felizes e o resto do mundo, não! Meus pais me ensinaram assim!
Hoje vamos comemorar indo na missa juntos ao meio dia na linda Catedral e depois almoçando juntos em algum lugar (Nico nos acompanhará de vela!) e de noite planejamos jantar - a família toda, na churrascaria brasileira daqui da cidade! E como já é tradição, vou escrever alguma partezinha da história de nós dois, também em comemoração ao nosso sétimo aniversário de casamento! Aqui vai:
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A História de Nós Dois - Parte 9
Já contei nessa mesma série de postagens que eu me interessei pelo Dani antes que ele tivesse se interessado por mim! Acabamos estando brevemente no mesmo lugar e na mesma hora pela primeira vez em um fatídico dia em final de Agosto de 2006. Ele era amigo da minha amiga Ju, de São José dos Campos e iria me dar carona de volta para Campinas. Ju já tinha me dado uma introdução dele antes de nos apresentar (pra me confirmar que seria seguro pegar carona com aquele estranho).
De cara, gostei daquele japonês bronzeado, bem cuidado, fortinho e de olhos bem abertos (é possível)! Achei-o curioso e um tanto quanto agitado, admito! Não me deu bola e parecia que não estava nem aí com ninguém! Muito na dele. Então eu quis ficar "na dele" também!
Ele me deu carona e fomos conversando, mas eu já tinha me apaixonado! Dani me deu vários foras durante as minhas investidas (tímidas, por certo, pois eu sou eu, né?) o que com certeza contribuiu ainda mais para eu ficar intrigada com ele!
Pedi o msn dele para minha amiga Ju e na cara de pau, adicionei-o. Ele demorou alguns dias mas me aceitou no msn. Passaram-se outros tantos dias e finalmente conversamos (teclamos). A paixonite e coracão partido (ele tinha me esnobado, lembra?) já tinham passado então eu estava de boa! Mas agora ele que parecia interessado em mim!
Conversa daqui, dali, convida pra festinha daqui, dali, escapa do convite, daqui, dali, ele vai na festa, você não, ele fica com outra menina, PÁRA!!!!
(Eu percebi isso pela nossa conversa, fato que depois ele me confirmou)
Não quero nada com ele, mas também não é bem assim! Eu estava confusa! O menino (homem mas com cara de bebê) era seis anos mais velho que eu, biológo, japonês (explico mais pra frente!). Eu tinha a leve percepção que se eu saísse com ele, ficasse com ele, a gente iria namorar, e daí como que faz? E o resto das questões?
Sempre fui de terminar qualquer relacionamento bem cedo, ou mesmo antes de começar, quando eu fazia os "cálculos" e começava a achar bug nas contas! Pra que sofrer, não é? Deixar um relacionamento começar, durar para eventualmente terminar? Nunca me pareceu muito lógico. Sempre achei uma perda de valiosos anos dourados da minha vida jovem, na qual eu poderia estar buscando o cara ideal!
Mas né? Ele ficou com outra menina - na festa que ele tinha ME convidado pra se encontrar, mas que eu tinha recusado! Aí pegou forte, aquele ser. Como assim????
Ok, funcionou! Tive que ir (dessa vez me auto convidando) na próxima festa! Encontro marcado! Vixe, e agora? Eu não "fico"com os caras..... Dá pra fugir mas não fugir ao mesmo tempo?
Deu, mas daí não deu!
Nos encontramos na festa - muito mais cedo do que eu estava psicologicamente preparada para - e daí dei um dos meus famosos foras. E te digo, que foi O MAIS FORTE DOS FORAS! Estava com minhas amigas quando ele veio conversar e apenas minutos mais tarde disse "tchau"mesmo! Olha, tem que me conhecer pra visualizar o ocorrido sem achar isso um fato impossível de acontecer!
Fiquei depois, claro, me castigando (e às minhas amigas) em voz alta: como que eu fiz isso com ele! Agora já era! Ai meu Deus, como que eu CONSEGUI fazer isso com alguma pessoa. Nossa, agora já era! UHUM. como diria no Brasil: senta lá, Cláudia. (Tá certa a expressao? rs)
Mas o doido do Dani achou que tudo bem! Que ele poderia vir tentar conversar comigo de novo, no meio das minhas amigas, ele solo! Amigas espertas (ou cansadas de minhas lamentações) nos largaram sozinhos!
Agora não dava mais pra dar fora! Tinha que me segurar e ser moça educada! Consegui afastar qualquer tentativa de proximidade perigosa por 2h. Conversamos bastante e de boa! Tava legal! Mas na minha cabeça uma conversa em paralelo estava rolando e se repetindo: "Mas e agora? Depois daquele fora, conversando mais de 2h, vai ter que beijar! Mas e "a conversa" sobre não ficar, só namorar que você sempre tem quer ter com os caras que tem a coragem de chegar em você?"
Era hora, chegou a hora, ele iria tentar me beijar e a conversinha na minha cabeça bateu as botas, encerrou a reunião e concluiu: "Ah não, hoje estou cansada para ter A conversa". Ficamos (com gostinho de Trident, pontos para o menino limpinho!) Foi tranquilo, como acho que tem que ser, com respeito. Continuamos conversando e ele me pergunta:
"Eu sou o primeiro japonês que você já ficou?"
"Sim"- respondi, mas mal sabia ele que eu só tinha beijado quatro caras antes dele e que as chances de um ou mais deles serem um japonês não era muito grande!
"ah é? Fico lisonjeado."
Sabe como tem umas minas (e minos também) meio fascinados por uns olhos puxados, né? Ele queria saber se eu só tinha gostado dele porque eu gostava de japonês, via de regra, ou não, se eu tinha gostado dele, por ele! Mas não respondi mais nada do assunto, naquela hora!
E é aqui a parte que eu queria explicar!
Talvez eu fosse alguém que já gostasse de japonês, via de regra! Sempre tive amigas japonesas, a família mais amiga e próxima da minha família, era japonesa, gostava de ler alguns mangás inocentes (Samurai X é muito legal!), e etc.
E, sim, eu ja tinha tido "uma queda" por dois asiáticos nessa minha vida: a primeira vez na pré-escola, com um mestiço chamado Yuri (tenho boa memória, eu sei!), e a segunda quando antes de eu entrar na faculdade, eu estudava na biblioteca do IMECC, de segunda-feira a tarde, e acabava encontrando até que frequentemente um chinês, que na época achei que era japonês, mas depois veio a ser meu instrutor de GA!! Awkward!!!!! Caí fora!!
Então, vamos concordar que essas duas breves paqueras, não deveriam contar como "já gostei de japonês", né? Também acho!
Então apesar de gostar da cultura japonesa, no geral, eu nunca me imaginei realmente casando com um japonês. Achava estatisticamente improvável! Assim como também tive minha fase (bem antes de Harry Potter) de gostar de ruivos (conheci dois na minha vida e bem brevemente) mas também nunca achei que iria casar com um ruivo! Na verdade também nunca achei que iria casar com um loiro, ou com algum cara de olhos claros! De novo, culpa das estatísticas! Achava que iria casar com um brasileiro, com cara de brasileiro, e muito provavelmente, engenheiro!
Mas daí fiquei com o Dani! Tive A conversa, no nosso próximo encontro! Começamos a namorar! E dai já sabemos todos, que casamos e temos dois lindos filhotes! E estamos morando nos EUA, muito felizes! Dinheiro ainda não está sobrando, mas vivemos muito bem! Gosto de economizar e fazer planilhas de gastos, então pra mim está tudo ÓTIMO! O Dani é um EXCELENTE pesquisador e fico MUITO feliz que ele esteja seguindo sua vocação profissional! Nem nos meus planos pré-concebidos, teria dado tão certo!
Tudo isso pra dizer, que eu amo muito o Dani, meu marido! Ele muitas vezes é um santo de me aguentar na TPM. (As vezes não aguenta e a gente briga, mas ninguém o culpa, né? Muito menos eu). Me considero até que surpreendentemente bem boazinha e paciente no resto do mês! Tem que dar uma folga para o menino! Brincadeiras a parte, a gente briga, se resolve, se ama e vamos criando nossa família! Somos até que bem parecidos e isso ajuda!
Isso é o que eu tinha pra contar hoje! Não é muita novidade, mais ainda tenho anos pra escrever - e viver - o resto de nossa história!
Feliz bodas de Lã, meu amor, pra gente ficar bem quentinho nesse inverninho da Dakota do Sul!
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7 anos - Bodas de latão ou lã
Lã é adaptável e pode-se fazer muito com ela. Latão é resistente a manchas. Ambos são resistentes e capazes de durar e passar por todas as crises que vierem.
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