Friday, October 21, 2022

Reflexões - 4 anos sem você

Pai,

Sei que me ouve, sei que me ama, sei que ainda cuida de mim! Tenho sua mesma foto no retrato em cima de minha lareira desde que você se foi. Tenho seu chat de Whatsapp pinned no top dos outros chats. Por quatro anos, tenho a mesma foto de pefil do whatsapp, a nossa ultima foto juntos.



Quando vou na sua casa, é difícil. Vejo sua foto em todos os quartos das minhas irmãs e de minha mãe. Depois dos primeiros momentos cumprimentando e vendo a família enfim reunida, quando tenho um momento só pra mim, mais calmo, vou lá no armário tocar as suas camisas lavadas e bem passadas. E confesso que tento cheirar seu cheiro, e até  procurar um fio de cabelo que talvez tenha ficado perdido por lá.


O luto vem em ciclos. Durante os dois primeiros anos da pandemia, veio a fase da aceitação pois era fácil ver o lado positivo de você ja ter partido em paz, uma morte rápida, sem dor, depois de um dia feliz. De pensar que você teve um lindo funeral, mais de mil pessoas compareceram. Que eu pude estar presente. E fiz questão de passar a maior parte do tempo do seu lado acariciando sua testa, pois faziam mais de 3 anos que eu não te via pessoalmente, não te abraçava, não te tocava enquanto você ainda era vivo.  Guardo comigo o terço que ficou do seu lado por horas como um dos meus maiores tesouros. Tenho ainda as pétalas de uma rosa amarela, sempre as minhas favoritas, que tirei das outras que adonarvam seu corpo.


Nas questões mais profundas, confesso que a princípio não tinha mais desejos de ter outros filhos, pois esses não viriam a te conhecer. Contudo, aos poucos fui me abrindo a ponderação. Meus irmãos não tiveram o luxo de terem filhos enquanto você era vivo. A minha Vicky mesmo já tinha quase dois anos quando você partiu mas também não chegara a te conhecer pessoalmente. E de fato, a nossa vida continua. A muito contragosto, temos que aceitar que a sua história terrena acabou ali mas a nossa deve continuar sem você. E então mais um filho veio. O lindão, espertíssimo e extremamente querido, Giovanni Antonio, hoje com quase 9 meses.


Mudamos mais uma vez de Estado e estamos na nossa terceira casa desde que você se foi. Como fiquei aliviada de deixar pra trás a Georgia e tudo que me lembrava do dia de sua partida. O novo emprego do Dani em Houston, TX, tinha em tudo a cara da sua intercessão de pai junto a Nossa Senhora, mãe de Jesus e de todos nós e ao Pai. Voltamos para casa. Houston sempre me pareceu HOME. A vida aqui está tranquila e boa. Temos uma casa perto da escola e da paróquia - que são tão boas. Nossos amigos são muitos e ótimos! O emprego do Dani é muito bom. Minhas crianças estão bem e vão muito bem na escola, e eu também estou muito melhor das minhas alergias e ansiedade. Nosso ambiente familiar está estável e o amor e cumplicidade progredindo. O Dani finalmente pôde se dar ao luxo de ter um hobby e está encantado com pescaria, atividade que você tanto amava. Hoje mesmo, por coincidência, Dani está na praia pescando com sua nova vara. Isso não quer dizer que não tenhamos o que batalhar, mas a fase é de calmaria, de fato.


E nesses momentos, o luto entra mais facilmente na fase da negação. Fico pensando muitas vezes que ERA pra você estar aqui conosco. Você continua sempre jovem na minha lembrança, mas era para você estar aqui, envelhecendo com a gente. Era para eu ter te visitado, e era pra você ter me visitado aqui nos EUA, uma, duas ou três vezes. Era pra você  ter feito várias piadas no chat da família, ter babado muito nos seus netos e ter nos dado frequentemente aquele seu sorriso tão amável e verdadeiro que passava tanta segurança.


As vezes me pego dizendo que a maior desgraça de nossa vida foi você já ter partido. Mas sei que não posso dar várzea para esse sentimento pois atenta contra a vontade de nosso bom Deus, que sabe de todas as coisas. Não posso me julgar mais sábia que Deus. Não devo me revoltar com nosso Deus irrepreensível, perfeito, bom e que nos ama infinitamente.


Mas é difícil deixar você ir, mesmo já tendo partido. O ser humano é limitado e aceitar um fato chega muito perto de o esquecer, deixar pra lá. E fica essa dualidade de sentimentos. Enfim, não há muito que posso fazer a esse respeito. E enquanto não tenho mais respostas ou mais consolos, pelo menos deixo imutáveis suas fotos no porta retrato e no chat do WhatsApp!


Pai, te amo muito. Você foi um maravilhoso homem, pai, avô e amigo. E ainda é. Não posso ser ingrata. Mas fica conosco! Nossa conversa hoje é fazer oração. Nos ajude a ser mais santos, a ajudar mais gente, a servir mais, a perdoar sempre, a sempre voltar para Deus. Nos ajuda a ter sempre o foco no Céu, a amar mais a Deus e confiar mais na presença e proteção de Nossa Senhora, mãe! Amém.














Monday, October 21, 2019

Papai Toninho - Um Ano


Chegou o dia 21 de Outubro de 2019. Confesso que o esperava com muita apreensão. Tal qual que para manter minha sanidade mental e física procurei não o antecipar de nenhuma forma.

Hoje faz um ano do falecimento de meu queridíssimo pai, Antônio Alexandre de Moraes. Não planejei o que eu iria escrever sobre isso, apenas deixei meus pensamentos fluirem conforme começava a escrever, pois como disse, tentei não adiantar esse momento.

Posso dizer que nesses doze meses eu e minha família passamos pelas mais diversas provações e verdadeiras avalanches de emoções. Posso também dizer que eu não entendia nem 1% do que é passar pelo luto quando se perde um ente tão próximo e tão amado, de forma inesperada e prematura.

Inevitavelmente uma nova jornada começou. A vida, de fato, mudou completamente. É um sentimento ambíguo. Parece que me foram dadas duas vida diferentes, que a última atropelou a primeira e já chegou com uns cem anos de bagagem mas zero de experiência.

Tudo é novo, novidade. Palavras que geralmente carregam um sentimento positivo e de otimismo. Não é bem isso, contudo, o que senti. Mas se não usar a palavra “novo” e “novidade”, quais palavras me restam para descrever esse sentimento?

É quando se percebe que até as palavras certas nos faltam à boca. Os significados das palavras mudam. Aparecem sentimentos que nunca concebíamos existir. E isso é uma pequena amostra, e um quanto tanto abstrata, do que se trata essa nova jornada.

Não tenho dúvidas de que se deva viver bem o momento presente. E não digo isso simplesmente como diz aquele ditado pagão “carpe diem”. Deve-se viver bem o momento presente principalmente na forma de amor à vida e especialmente amor àqueles que Deus nos colocou mais próximos a nós.

E não devemos viver a vida com medo daquilo que pode ser que ainda nos aconteça, pois nunca saberemos o que a vida reserva a cada um de nós e de certo modo, viver assim seria desperdiçar o presente.

Olhando em retrospectiva tenho algumas idéias de como eu poderia ter mudado um pouquinho os eventos passados para que pelo menos eu pudesse ter tido a oportunidade de me despedir de meu pai ou pelo menos ter passado mais tempo junto. Mas a verdade é que nenhuma dessas realidades paralelas eram factíveis. Confesso que isso me dá certa paz de consciência, mas o raciocínio não é capaz de me trazer consolo.

O que para mim é difícil de lidar são as perguntas que ficaram sem respostas. Uma pergunta não ter resposta é diferente de uma questão não ter explicação. É uma sensação de vácuo, de inacabado, quase de inexistência, pois se a palavra “pergunta” existe é porque se pressupõe que haja uma resposta.

É então que nessa jornada se aprende a ceder. Ceder na marra, ser vencida pelo cansaço. E então a busca pela paz começa, mas quem que já passou por luto semelhante terá conhecido seu fim? Mínima aceitação é necessária, mas raramente algo que se consegue de forma definitiva. Oscilações. Pode-se dizer que essa nova jornada se assemelha a uma viagem de barquinho sempre suscetível às ondas, com momentos de relativa calmaria e de tormentas também.

Sim, as perguntas que surgem ou ressurgem se mostram muitas. Percebe-se quão pouco você entende do que se trata a vida realmente. Mas dentre todas as perguntas, tenho algumas certezas. Tenho a certeza do quanto Deus amou e ama a meu pai. Do quanto sua vida de entrega generosa e alegre aos demais e até desconhecidos agradou a Deus. E a certeza de que Deus te quis perto dEle. É uma certeza rudimentar. E disso tenho paz: você está aonde deve estar agora. Sinto a sua paz de estar em Deus. Vejo os seus frutos e filhos espirituais.

Essa não é a pior das questões que tive que processar e compreender, mesmo que minimamente pois mesmo se eu não acreditasse em Deus, eu teria que aceitar que para algumas pessoas tal destino lhes é reservado. Que para muitos “the good die young” e o fim da vida humana inevitavelmente chega a todos.

As conclusões são poucas. Mas dentre elas gostaria de escolher algumas para finalizar esse texto. Uma delas trata-se da constatação da amizade verdadeira de muitas pessoas que imediatamente e durante todos esses doze meses se mostraram presentes, solícitas e compadecidas. Que nos trouxeram alegria quando menos condições tinhámos de estarmos alegres. Que nos trouxeram esperança na humanidade caída. De fato, esse amor fraterno foi a melhor constatação dessa nova jornada. E isso fez toda a diferença. Pois deixo aqui o meu apelo, que se você se encontrar na posição de ajudar alguém que esteja passando por um luto, não deixe de o fazer. Tente não ficar apenas na boa intenção.

Também tivémos muitos sinais da presença de Deus e de meu pai em Deus que nos dão uma confiança na existência de Céu e que meu pai lá se encontra já há muito tempo. E eu digo que a santidade de meu querido pai é seu maior legado e conforto para mim e minha família. A conclusão de que ele agora vive eternamente no Céu é minha maior alegria e minha esperança. Minha motivação, minha constante ajuda.


Friday, October 11, 2019

A preciosidade das crianças

Na Quinta-Feira Nico não teve que ir à escola devido ao recesso escolar de outuno. Ele estava muito animado desde o começo da semana sabendo que teria uma folguinha. Mas Quinta-Feira chegou e Nico logo ficou muito rabugento exigindo coisas que eu não iria ceder. Era briga no café da manhã, briga pra assistir TV logo cedo, depois briga pra escolher o desenho, briga pra ver seu eu o deixava usar meu celular, briga com as irmãs, etc. Cheguei a perder a compostura e berrar algumas vezes, como se isso ajudasse a resolver nossos problemas.

Depois do almoço coloquei a irmâzinha, Vicky - a muito contra-gosto - pra tirar uma soneca e deixei a mais velha, Rebecca, escolher o que ela queria assistir na TV já que ela tinha passado a manhã fazendo suas lições de Homeschooling. Nico não se interessou pelo o que a Rebecca estava assistindo e foi ao meu encontro na poltrona que fica no meu quarto. Eu percebi que ele estava entediado e falei para ele me trazer alguns livros que pegamos emprestado da biblioteca. Nico está aprendendo a ler e precisamos praticar a leitura todo dia.

Conforme fomos lendo juntos, eu percebi como sua cabeça se apoiava em meu braço desapercebidamente. Ele estava uma gracinha, se esforçando, cooperando. Mas depois de um tempo o Dani me ligou no celular e eu atendi. Enquanto isso, naturalmente, Nico perdeu a atenção, se levantou, e foi buscar uma colagem de fotos de meu querido pai falecido há quase um ano, que tenho impressa e deixo a mostra em uma mesa de meu quarto, bem à frente da poltrona em que estávamos. Enquanto eu ainda falava no celular, eu ouvi o Nico me dizer: “eu sei quem é Toninho”. Eu me apressei pra desligar o telefone e poder dar atenção ao Nico, que queria conversar sobre o vovô.

Antes, uma breve explicação. Alguns dias atrás ele tinha me perguntado enquanto andávamos de carro qual era o nome do vovô. Dúvida normal, já que eles sempre chamam vovô de vovô, vovó de vovó, batian de batian e jitian de jitian (vó e vô em japonês). Daí falei que era “Toninho” e eles começaram a praticar, pois o som do “nh” não existe na língua inglesa.

Mas agora voltando à história, Nico voltou a se sentar comigo na poltrona e começamos a olhar juntos as fotos do vovô Toninho.Tinham duas fotos do Nico e vovô juntos, Toninho muito sorridente. Depois de um tempo percebo que Nico começa a se emocionar. Perguntei se ele estava triste, respondeu que sim e começou a chorar. Tentei por vários minutos conversar com ele sobre coisas bonitas. Falei como o vovô era feliz, sorridente, uma pessoa muito boa que sempre ajudava todo mundo. Falei que estava no Céu, feliz, olhando agora mesmo para nós. Tentei passar algumas perspectivas positivas, tentei animá-lo, mas nada estava ajudando. E no meio disso tudo, a pergunta: “ele não vai mais voltar?”. Acontece que Nico com 6,5 anos está começando a entender o que tudo isso significa. E bateu saudades, e saudades daquilo ele não teria nunca mais de novo.

_______

Hoje é Sexta-Feira, segundo dia do recesso escolar de outono. Dani teve que ir trabalhar mais cedo e eu tive que cuidar do café da manhã e de toda a rotina matinal. Levei todos comigo na Missa, o que é sempre um desafio. Me stressei em vários momentos mas acabamos ficando fora de casa praticamente toda a parte da manhã, o que sempre ajuda a distrair os ânimos das crianças. Chegamos em casa perto da hora do almoço.

Servi sopa canja de galinha com uma fatia de pão. Eles adoram uma boa canjinha e um bom pão. Mas acontece que detesto jogar comida fora e sempre procuro acabar com todos os restinhos que temos guardados na geladeira ou freezer. Logo, a sopa de hoje era repeteco do almoço de ontem. E ontem eles tinha adorado e não pararam de elogiar a comida, mas hoje já não estavam tão entusiasmados com o almoço como no dia anterior. E começaram a brincar com a comida. Eu também não gosto que brinquem com comida, que haja desrespeito.

Meus filhos como cidadãos americanos de certa classe social não tem o mínimo contato com extrema pobreza ou necessidade! Outro dia mesmo eu estava comentando com o Dani como nós que nascemos no Brasil, tinhámos certa consciência desse outro mundo, seja vendo crianças pobres mendigando nas ruas, ou até mesmo passando por favelas à beira da estrada. Mas nossos filhos não sabem nem mesmo o que é passar um pouco de necessidade pois temos condições de dar tudo o que precisam e até tudo o que desejam – até agora ninguém pediu um Mac Book de presente de Natal.

As vezes penso até que pode não ser benéfico que tenham tudo o que tem ou até mesmo penso que tenha algo de errado em desejar fazer a vida deles a mais divertida possível. Tenho meus dilemas intelectuais quanto a essas questões, confesso. Sei que é importante e faz bem o tempo em família ser legal, divertido. Cria conexões saudáveis e essenciais. Talvez o que esteja faltando seja engajamento em questões sociais, coisa que já penso no assunto mas ainda não consegui me organizar e fazer acontecer.

Enfim, mas voltando a questão do respeito com a comida que se come, comecei a contar para as crianças uma história que acabei de ficar sabendo pelo instagram, de órfãos do leste europeu que passam extrema fome. Claro que guardei de não falar qualquer detalhe que pudesse traumatizar. Mas Nico mais uma vez me surpreendeu e perguntou: “quando eu for grande, posso ajudar eles?”. Ao que respondi: “Nico, que ótima idéia, têm várias formas que você poderia ajudar quando você for grande... “ – e dei alguns exemplos.

Alguns minutos depois ainda na mesa de jantar, eu nâo me aguentei e disse: “ Nico, fiquei tão feliz que você disse que queria ajudar quando crescesse!”

Ao que ele me responde:

“É que quero ser como o Toninho”.

❤️

Tuesday, June 18, 2019

First Father's Day of the year!

In this house we celebrate Father's Day twice a year because they are celebrated on different dates in the US and in Brazil (the third Sunday of June and the second Sunday of August, respectively)! I often times, in my pettiness, feel this is kinda unfair to me because - unlike Father's Day - Mother's day is actually celebrated on the same day in the US and in Brazil. I am also good at finding excuses to blame someone or something other than me for my messes up! Meaning, we didn't have a great Father's Day and it's all because of me.

My lack of self control and charity along with some other n excuses made me incredibly grumpy right off 9am. It took me two hours to pull my sheazz together and apologize. Usually I do not have a problem apologizing, but this time I felt the whole embarrassment of the situation on me. I will keep the details out but I was feeling pretty low about myself. I apologized anyways and things slowly got better. Sooner than I deserved, but God is my witness that I really, really want to change that about myself.

Dan cooked lunch. Not because I was still being bad. But because Dan can be really picky about cooking (although he's gotten much better at not being so picky all the time and I - on the other hand - got better at cooking, so it's a win-win situation) and he wanted to cook his steak and his potatoes the exact way he wanted it. So I let him do it and stepped out of the kitchen. Instead, I took care of laundry, so another win-win situation.

Our afternoon was pretty lazy after that with some nap time (Dan, Vicky and I take naps. No judging, the other two kids are taken care of. We can juggle it!). We talked to family through WhatsApp video call. Then we went to the pool for 2h and had dinner in a restaurant (sushi) afterwards. So it ended up being a really good day, but not an awesome Father's Day, I confess. Also, I really wanted to post something on IG to congratulate Dan but I blamed on the lack of a good picture for me not doing it.

I promise I will do a better job on his second Father's Day of the year. Meanwhile, memo to me: 1. socks are good gifts only if they are 100% made of cotton; 2. don't get confused on the weekends, third in June, second in August; 3. get over the fact he's got two Father's day and you only get one Mother's day. As my priest confessor once told me "you could spend half of the day kneeling down thanking the husband you have". And all feminism or politic-correctness aside, I know this is true.

So I'm here to say Happy Father's day to Dan, but what I really want to say is: Happy Great Person's day to Dan!

Dan is absolutely a great father! But he is a great father because he is a great person, and that's what really matters. What kind of a person makes a great person? Well, that differs, for sure! People are not perfect and we are all different in our qualities and struggles. But common values and virtues are a good start. Generosity to family, friends and strangers too - in service, time and money. Honesty and ethics. Understanding and empathy. Or like Rebecca wrote on her card to dad: "I love that you always loves me." A love that shows forgiveness. A love that is felt through his action and not just words. Actually, Dan is a guy who won't say much about love or anything like that on a daily basis. But does he love us? Does he love me?

How many times have I bugged him: Do you love me? Do you really love me?

Man, I know he does! He is not romantic or sentimental at all, but that really doesn't mean anything necessarily.

Is he perfect? No! Does he annoy me every now and then? Yes. But what about me?

I thank God for Dan. I thank God for everyday (nowadays) giving me a warming feeling in my heart that makes me literally sigh and think: "Oh, I love Dan".



***

And I finish this post with a few words to my dad. My first father's day without you here on the same Earth. Really, sometimes I can't believe it. 59 is no age to go. But here it is:

Eternally my daddy, my model of a good man! Because of you I was able to choose a good man for myself! And Dan also benefited so much through your living example. Your holy life is your greatest lasting gift to us! I just wished it wouldn't hurt so much to miss you. But I know it's all part of the dance. I can't be ungrateful. I know I received a lot by having you as my father and that is enough for a lifetime of happiness for being your daughter. Thank you, daddy, and keep watching over us! We still need you!